Um restaurante feito à mão.

Ao entrar no Cruzeiro do Pescador, você vai sentir (ainda que repare logo) o toque humano em seu redor. Da toalha tecida em tear, ao cardápio manuscrito. Da louça de barro moldado à mão, às velas em castiçais criados por artesãos.
Esta requintada rusticidade revela aos poucos a alma da gastronomia que levamos a sua mesa. Aqui, o seu paladar, assim como os demais sentidos, vai se aproximar - no máximo que estiver ao nosso alcance – da natureza.
Retomando uma tradição milenar, você vai comer de panela de barro. Vai experimentar o leit de coco extraído dos nosso coqueiros. O dendê, sempre caseiro. Verduras e ervas aromáticas, sem agrotóxicos. Se ovos estiverem presentes, são caipiras. O azeite à sua mesa, extra virgem. O vinagre, balsâmico. Os sucos e molhos, de frutas da época.
Nada mais natural, para quem vem à Pipa, do que saborear a natureza através da nossa comida artesanal, que vai prosseguir o seu passeio num verdadeiro Cruzeiro gastronômico.

Um convidado de honra à mesa do Cruzeiro do Pescador

O 1° Festival Gastronômico de Pipa ofereceu uma suculenta oportunidade para o Cruzeiro do Pescador introduzir um novo personagem em sua vida de restaurante. Assim como aconteceu há oito anos, quando surgimos inaugurando o conceito de cozinha de frutos do mar (preparados na boa e velha panela de barro do Alberto, de São José de Mipibu), aproveitando — pioneiros, no cardápio — a manga (camarão ao molho....), o cajú (moqueca), o abacaxi (com camarões aos quatro queijos), o maracujá (no arroz arbóreo) a mandioquinha/ batata barôa e do inhame (com o bacalhau), entre outras inovações, até então...
Senhoras e senhores, temos agora a honra de convidá-los para nossa mesa e apresentar a fabulosa fruta-pão.

Você é a famosa.... Quem...?

            Brasileiríssima, como a manga, o coqueiro e o cajá....
Como? Quer dizer...? È isso mesmo: a árvore da fruta pão que você tanto avista ao longo do caminho entre Goianinha e Tibau do Sul também veio da Ásia, a bordo da loucura de alguns desses navegantes portugueses. hsm-bountySe você gosta de filmes antigos e tiver sorte, assista “O Grande Motim” (a 1ª versão com Clark Glable, a 2ª com Marlon Brando e a 3ª com Mel Gibson) e repare na preciosa carga do “HMS Bounty” , o navio amotinado: são mudas de fruta pão. Na época, fim do século XVIII, essas frutíferas tinham, como objetivo estratégico-econômico, nada menos que alimentar a imensa população de escravos das colônias européias nas Américas. Projeto ambicioso, mas que não estava além das potencialidades desta generosa árvore viajante. Veja mais



"Camapão
"

Ingredientes:fruta pao

- 150 grs de camarão
- 200 grs de fruta pão
- 1 coco ralado (convertido em leite)
- 1 tomate maduro picado
¼ de pimentão vermelho
- salsa (pode-se optar por coentro)
- caldo de camarão (cozimento da cabeça)
- Pimenta (fruta) picante e de cheiro

Modo de preparar:

Cozinhe a fruta pão, em pedaços, no caldo do camarão.
Converta em purê, acrescentando o leite de coco morno.
Refogue em azeite o pimentão, a cebola, as pimentas e o tomate.
Junte os camarões e a salsa, desligando logo que estes ganharem cor.
Numa panela de barro, junte todos os ingredientes.
Verifique o sal e cozinhe em fogo lento até o creme borbulhar.
Servir com arroz de açafrão da terra (cúrcuma).

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